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Emoção a dobrar com o regresso do Tour Feminino

Depois do fulgor nos anos 80 e da instabilidade recorrente devido a escassez de patrocínios, a Volta à França na versão feminina realiza-se entre 24 e 31 de julho com nova liderança e cada vez maiores motivos de interesse. Os desafios de corredores e corredoras são diferentes e isso só torna as provas ainda mais interessantes

A árdua preparação está feita e nos últimos dias ter-se-ão afinado pequenos pormenores nos treinos com pouca carga e muito foco. A tática e técnica são agora as palavras de ordem. Se sobre os homens da Volta a França já muito se sabe, sobre as mulheres ainda há muito por descobrir. E é aqui que começa a emoção, a dupla emoção. A saudável febre que assola milhões por todo o mundo, qual ritual de verão, propaga-se a ainda mais público.

Se a busca por igualdade é o objetivo, as diferenças entre as duas provas só a reforçam porque é todo um novo mundo técnico, tático e físico que se nos é apresentado. Todos sabemos que é o Alto Rendimento que estimula as marcas e as ciências do desporto a criarem novos produtos e soluções para os amantes do desporto. Aquela palmilha fenomenal que usa nas suas corridas e afasta as dores ou aquele sistema pessoal de recuperação que lhe permite ter muito mais rendimento são inovações testadas e comprovadas pela elite e adaptadas ao mercado que as disponibiliza a todos e todas. 

Na Volta a França isso também acontece. A necessidade aguça o engenho e assim é natural que à medida que o desporto feminino se vai libertando das amarras do preconceito e das discussões tão normais quanto pueris, surjam novos produtos e estudos adaptados às características físicas e fisiológicas da mulher. 

Um exemplo disso mesmo é algo tão simples quanto o selim da bicicleta. Um dos primeiros e mais procurados é o selim da Specialized, com tecnologia MIMIC. Um exemplo mais que esclarecedor sobre a necessidade de olhar para as diferenças para promover a igualdade de acesso ao desporto. 

Esse acesso também deve ser promovido desmistificando ou reajustando ideias feitas sobre a menstruação. Se é um facto que, logo à partida, a menstruação é vista como desvantagem para a mulher atleta, a ciência oferece novas perspetivas. E aqui entra novo ditado: fazer das fraquezas forças, com as fraquezas entre aspas. Os estudos mostram que os primeiros dias de menstruação são perfeitos para treinar a velocidade, porque os estrogénios estão no seu ponto mais baixo e favorecem os treinos curtos e intensos como as séries e mudanças de ritmo.

Já os dias da ovulação são precisamente aqueles em que os estrogénios estão no seu pico máximo e os dias que antecedem a menstruação são os mais recomendáveis para as voltas longas a ritmo médio para melhorar a resistência. Para além do mais, a prática do desporto atenua as consequências das mudanças hormonais e dores ao longo do ciclo menstrual.

É certo que os homens não têm de se preocupar com este tipo de alterações fisiológicas mas, visto de outra perspetiva, também não podem ser tão criativos no treino.  (texto em destaque)

E é esta criatividade que cria emoção. O Tour masculino é a mistura explosiva de força, resistência, sprints impossíveis e tática agressiva. É uma prova de atletas masculinos e com direção técnica maioritariamente composta por homens.

A lei feminina

O Tour feminino tem, desde logo, uma diretora que é ex-ciclista, a francesa Marion Rousse. As oito etapas da prova têm, assim, a visão feminina na sua estruturação. As atletas enfrentarão as etapas tendo em conta tudo o que acabamos de escrever, a sua fisiologia, físico e mentalidade. Não estamos perante uma continuação ou, extremando algumas opiniões, uma repetição do Tour masculino. Estamos perante algo completamente diferente, novo e excitante.

A competição começa dia 24 de julho na Torre Eiffel com a etapa a terminar nos Campos Elísios. A montanha começa no dia 29 de julho com a etapa Saint-Dié-des-Vosges e tudo será decidido numa das etapas mais emblemáticas do Tour: La Super Planche Des Belles Filles. Duas subidas categorizadas precedem a chegada ao cume, onde as aspirantes à camisola de líder podem testar as pernas e tentar uma fuga.

Marianne “the GOAT” Vos  (equipa Jumbo-Visma),  Lotte Kopecky (SD Worx), Lorena Wiebes (DSM) e a campeã mundial Elisa Balsamo (Trek -Segafredo) são alguns dos muitos nomes a reter. Vos e Balsamo mostraram estar em grande forma no Giro d’Itália Donne no início de julho. Sendo que o derradeiro fim-de-semana de Tour acontece em montanha, é de esperar que sobressaiam as “alpinistas” sendo Annemiek van Vleuten uma das principais favoritas, ela que venceu o Giro.  

A dois minutos de Van Vleuten surgiu Marta Cavalli  (FDJ-Nouvelle Aquitaine Futuroscope), outro nome a reter. A jovem de 24 anos deixou sua marca nas Ardennes Classics com vitórias na Amstel Gold Race e na Flèche Wallonne . Também Demi Vollering deverá chamar para si protagonismo ao liderar a sempre temível equipa SD Worx. Outras corredoras a observar são a francesa Juliette Labous (DSM), Kasia Niewiadoma (Canyon-SRAM), Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo), Amanda Spratt (BikeExchange-Jayco), Mavi García (UAE Team ADQ) e Kristen Faulkner ( BikeExchange-Jayco).

O ataque na montanha será num momento diferente, a saída para o sprint final menos explosivo e mais consistente, as descolagens do pelotão talvez mais coletivas e o trabalho em equipa mais frequente. Quem sabe? Apenas quem já está a aquecer os motores e a olhar para os trajetos de cada etapa como se fosse um labirinto do qual só sai na frente quem conhecer bem o seu corpo, a sua bicicleta e os seus limites. 

São 24 equipas, 168 corredoras e 1029 quilómetros que prometem prolongar e até aumentar a febre do ciclismo. As etapas levam as bicicletas por percursos de paralelepípedos e cascalho, ruas da cidade e estradas do país e os prémios ascendem a 250 mil euros.  

Prepare o seu Tour 

Se quer uma pequena experiência do tour, ou neste caso de uma volta à portuguesa, comece pela escolha acertada da sua bicicleta e acessórios. Uma bicicleta demasiado grande ou pequena vai influenciar a sua postura o que, com os treinos, irá aumentar os desequilíbrios musculares e ósseos levando a uma maior propensão para lesões e recuperação deficitária.
Depois, é importante ter um plano de treino com objetivos tangíveis e focados no objetivo final. Planear ciclos, olhando para a sua agenda profissional e familiar (porque ‘ainda” não é atleta de elite) e segui-los à risca, sabendo que a recuperação e descanso são parte integral do plano. Com a devida programação, pode canalizar parte do seu treino para o conforto da sua própria casa, nomeadamente no trabalho de musculação e fortalecimento. O Kynett One constitui uma forma inovadora e eficaz de treino. Com pesos soltos, halteres e kettlebells, que pode transportar sem dificuldade e usar em pequenos espaços.

Prepare-se mental e fisicamente para muitos quilómetros, seja na estrada seja em casa, com rolo. A resistência só se alcança com muita carga, leve ou média mas muita. E saiba reconhecer os seus índices de esforço. Antes de se aventurar em ciclos mais exigentes é importante saber os seus parâmetros para poder interpretar o seu plano e dar-lhe uma continuidade lógica e qualitativamente crescente. 

A escolha da sua etapa é uma apetecível e criativa atividade. Há muito por onde escolher sendo que aconselhamos, numa fase inicial, a procurar as experiências de outros ciclistas. Um percurso que vá ao encontro das suas expectativas, com os desafios de altitude e velocidade para os quais treinou. Fazer-se à estrada é uma aventura, em contacto com a natureza, a cultura e história mas acima de tudo consigo. Acompanhe connosco a performance das mulheres no Tour e encontre o que precisa para começar esta aventura. Motive-se com a emoção da corrida e visite o site da Acrilsports onde pode encontrar os equipamentos e acessórios perfeitos para o seu treino e/ou competição. 

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