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Catar 2022: Uma nova experiência no Futebol Mundial

É apenas o segundo Campeonato do Mundo a ser disputado na Ásia (o primeiro foi em 1996 numa organização conjunta entre a Coreia do Sul e o Japão) e é o primeiro a ser jogado no Inverno. As condições atmosféricas, o momento da época desportiva regular em que é jogado e fatores como a cada vez maior presença de jogadores formados nas academias europeias em seleções de menor expressão, influenciam a competição. Até dia 18 de dezembro os olhos estão postos no Médio Oriente

Estamos a meio do torneio, a meio daquela que é considerada a maior competição mundial. O mundo pára. Até os norte-americanos já se renderam ao soccer, tendo visto o desporto crescer de forma exponencial em meras duas décadas. 

Portugal partiu para este mundial como uma das seleções favoritas, a par da Alemanha, Inglaterra, Espanha, Brasil ou Argentina. A Alemanha já disse adeus e o Brasil caiu aos pés do pragmatismo croata nos quartos-de-final. 

Os oitavos de Final depuraram ainda mais aquilo que já suspeitávamos. Um mundial seco, curto, feito para as equipas que estão habituadas a competição frequente e de alto nível. E pragmatismo.

E desde logo, nos oitavos,  conseguimos apontar alguns “intrusos” nos oitavos. A Austrália, o Senegal, Marrocos e Coreia do Sul. Apenas uma selecção conseguiu contrariar a tendência. Marrocos é, para já, a grande surpresa tendo conseguido vencer o grupo F onde estava a Bélgica, que por outro lado é a maior desilusão do torneio. Também ultrapassou a Espanha, crónica favorita a vencer as grandes competições, e vai enfrentar hoje Portugal nos quartos de final. 

Um Inverno simpático  

O Mundial disputa-se no Inverno porque, no Catar, na altura em que normalmente o torneio é disputado, as temperaturas podem chegar aos 48 graus. Durante o mês de competição as temperaturas rondam os 28-30 graus, ótimas temperaturas para competir, mas para algumas seleções é uma mudança drástica com efeitos fisiológicos e que alteram o ritmo biológico dos jogadores. 

O clima não é um fator decisivo mas é um fator. 

Jogadores formados na europa

Cada vez mais as academias ou escolas de futebol se afirmam como fábricas de talentos. A prospeção é cada vez mais agressiva, ampla e especializada. Os grandes clubes europeus têm departamentos de scouting em cada canto do mundo, em busca do próximo grande talento.

E fazem-no porque é a mistura entre culturas que faz cada vez mais a diferença. E isto beneficia não só os clubes que recrutam e depois trabalham os jovens jogadores nas suas academias mas também os países de origem desses mesmos jogadores. 

Não há como esconder que é na europa que estão os melhores jogadores, as melhores equipas e as competições com maior grau de qualidade. Ora, se os jogadores de qualidade acima da média de países com menor expressão, com competições menos disputadas e com jogadores menos dotados ficarem nesses países dificilmente conseguirão atingir o seu maior potencial. 

Assim, se olharmos para a sensação da prova até agora, a equipa de Marrocos, conseguimos desde logo provar esta “teoria”. As estrelas da equipa são Achraf Hakimi, do Paris Saint Germain, Mazraoui, do Bayern de Munique, Nayef Aguerd, do Aston Villa e Hakim Ziyech, do Chelsea. Hakimi foi formado nas escolas do Real Madrid, Mazraoui nas do Ajax e Ziyech no Heerenveen.

Este é apenas um exemplo do quão importante é haver jogadores formados nas melhores academias mundiais com repercussões quer nos clubes que representam como, derradeiramente, nas seleções que representam.

Ademais, há clubes que já têm dezenas de academias espalhadas por todo o mundo e mesmo que não surjam jogadores de qualidade acima da média, esta formação beneficia as competições dos países em que se encontram. 

Depois, há também um fator que cada vez terá mais importância no desempenho das seleções. São questões geopolíticas que criam vagas de imigração. Aí, a europa é um dos continentes mais “beneficiados”. Neste mundial já se observa um número bastante assinalável de jogadores filhos de emigrantes e já nascidos no país de acolhimento. Isso torna as equipas nacionais bastante mais ecléticas, com jogadores com diferentes características e que, muitas vezes, levam o futebol de rua e consequente rebeldia e improviso para dentro dos sistemas táticos rígidos e ultra disciplinado em que os rasgos permitem desbloquear jogos “amarrados”.

É claro que há seleções que, naturalmente, já têm esse perfume de rua como são os casos da Argentina ou o Brasil. Mas até aqui se torna evidente a importância do futebol do velho continente. O Brasil, com a sua constelação de estrelas, apenas leva três jogadores a competir no Brasil. 

Já a Argentina leva apenas um. 

Treinadores Europeus e as exceções à regra

Nos bancos também se sente a influência do futebol europeu. Senão vejamos. Entre as seleções europeias apuradas para este Mundial, nenhum é não europeu. No entanto, se olharmos para outras seleções de outros continentes, vemos um contingente de treinadores europeus: Paulo Bento (Coreia do Sul), Qatar (Félix Sanchez), Carlos Queiroz (Irão), Hervé Renard (Arábia Saudita) e John Herdman (Canadá).

Aqui a dúvida é se a tendência será de ter mais selecionadores europeus em futuros mundiais ou se os treinadores de outros continentes farão também a sua formação em clubes europeus. 

De 2018 para 2022

Nos oitavos de final que havia duas seleções sul americanas (cinco em 2018), três asiáticas (uma em 2018), oito europeias (10 em 2018) uma norte americana (0 em 2018) e duas africanas (0 em 2018).

Uma ligeira mudança entre este mundial e o disputado na Rússia, em 2018. 

Algo poderá explicar esta situação, nomeadamente, e no caso de Marrocos e Senegal, é o apoio gigantesco que têm recebido no Catar. 

Em relação às favoritas, e se é certo que a Alemanha já está fora do torneio, todas as outras continuam em prova, à excepção de Espanha e do Brasil. França (detentora do troféu), Argentina, Inglaterra, Espanha e Portugal são hoje, os favoritos. Os jogadores de cada uma destas seleções estão a meio da época desportiva nos seus respetivos clubes, e cada um deles se apresenta (na sua maioria) depois de vários meses a competir de três em três dias. Se é certo que a qualidade dos seus jogadores as tornam favoritas a vencer a competição, não é menos certo que poderá haver uma quebra física. Os melhores jogadores destas seleções competiram na europa, nas suas ligas nacionais e nas competições europeias. 

Agora que estamos a meio do torneio, veremos qual será a componente fulcral. Se a física e mental, se a qualidade de jogadores e técnicos. Houve seleções que tiveram mais tempo para se prepararem. Será este um fator decisivo? Como já se viu, as seleções favoritas já perderam, algumas não conseguiram o primeiro lugar dos seus grupos e há lesões cada vez mais frequentes (veja-se o caso de Portugal que já perdeu Danilo e Nuno Mendes).

A partir de agora já não há matemática, há vencer ou perder. 

Dia 18 de dezembro alguém sairá do Catar com a taça e a sorrir. 

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