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A felicidade vive num coração saudável

Assinala-se hoje, dia 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração. De todas as datas comemorativas esta é, talvez, uma das mais importantes, porque é o coração que sustém a vida, que bombeia dentro de cada um de nós e emana o nosso bem-estar para os outros. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte e morbilidade, em Portugal e no mundo, e o objetivo da Organização Mundial de Saúde é reduzir em 25% a mortalidade prematura por doença cardiovascular, até 2025.

Não é novidade para ninguém. Os tempos em que vivemos são especialmente nefastos para os nossos corações. A pandemia fez-nos encarar uma realidade completamente nova, de um sedentarismo imposto que demorou a ser destruído, quando o foi. Quando, finalmente, a pandemia começou a desaparecer, eis que uma guerra irrompe na europa. A incerteza, a confusão e as inseguranças apoderaram-se dos nossos dias.

O coração é a máquina que tudo opera. Quaisquer manifestações diárias, por mais simples ou inconsequentes que possam parecer, têm efeitos nessa mesma máquina.

Para um atleta de alta competição, o coração é uma ferramenta em constante mutação. A performance de um atleta de alta competição é tão boa quanto a capacidade do coração em se adaptar às constantes alterações de tipo de treino e exigência competitiva. 

A alta competição não é boa conselheira para um coração saudável. É composto por um potente músculo que recebe informação consoante as necessidades do seu anfitrião. Uma das grandes questões levantadas ao longo dos tempos é a consequência que o abandono de um estilo de vida em alta competição tem para o coração. Este dimensiona-se para as exigências do regime de alta competição e, de repente, depara-se com um estilo de vida “normal”. 

Este processo deve ser acompanhado por nutricionistas, fisiologistas e especialistas médicos em desporto, de modo a ajudar na transição.

Mas falemos sobre um estilo de vida saudável e pormenores que podem fazer toda a diferença. Comer de forma saudável, evitando excesso de sal e açúcar, evitar comida processada, comer fruta e vegetais frescos, não fumar ou beber álcool, controlar o peso. Não são tarefas difíceis de seguir. Experimente fazê-lo durante um mês e verá os seus benefícios. 

Quando questionamos o que torna o coração saudável esquecemos muitas vezes o lado subjetivo da vida. E aí entra a alta competição. 

Em alta competição é fundamental saber pausar, saber guardar momentos de relaxamento. Hoje em dia isso torna-se ainda mais pertinente. 

O coração reage ao exercício físico, à alimentação saudável, à disciplina pessoal. Mas também reage a subjetividades, como uma música que nos toca a alma, um livro que nos apaixona, um abraço a um(a) amigo(a) que não vemos há anos. 

No dia mundial do coração, tanto quanto cuidar do corpo, devemos focar-nos na nossa alma. Nos tempos que correm é fundamental estarmos bem connosco, com os outros, criar defesas para a intempérie diária de más notícias. Meditar, ouvir, calar, saber aproveitar os momentos de pausa, saber que o coração é uma máquina que não para mas pode aprender a dançar, a sorrir e a ponderar. 

Faça o seu exercício diário, e faça-o com disciplina. Mas quando puder, se puder, vá a uma peça de teatro, um espetáculo de dança, vá ver um filme, ouça as músicas que não já não ouve há tanto tempo e não sabe porque deixou de ouvir e procure a felicidade onde quer que ela esteja. 

Reduzir o risco de doenças cardiovasculares não é um enigma complicado. É sobretudo saber encontrar a felicidade e trabalhá-la na máquina mais potente do universo. Parece complicado mas quando o conseguir atingir de certeza que o vai sentir, como um arrepio que tudo move… ou tudo acalma. Consoante as suas necessidades.

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