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US Open: Regresso de Rafael Nadal e despedida de Serena Williams marcam a edição de 2022

Só entram vacinados e, por isso, Novak Djokovic falha mais um Major depois da polémica no Open da Austrália. Por outro lado, o vacinado Nadal regressa à competição tendo debelado uma lesão a tempo de participar. Nas mulheres, Iga Swiatek é apontada como favorita numa competição em que os holofotes estarão sobre Serena Williams que, aos 40 anos, se retirará dos courts após o US Open que se realiza entre os dias 29 de agosto e 11 de setembro no Centro Nacional de Ténis Billie Jean King, em Nova Iorque. João Sousa e Nuno Borges carregam a bandeira nacional em Nova Iorque

O ténis é o desporto que mais mudanças conheceu nas últimas décadas, apesar de ser jogado com as mesmas regras há mais de um século. As mudanças registaram-se no estilo de jogo. Falamos de um desporto que, apesar das escassas fontes históricas, deverá ter sido criado por monges franceses no século XI, os quais jogariam com uma bola, contra a parede e com as mãos em vez das raquetes, o jeu de paume.Dezenas de transformações depois eis-nos perante o jogo que capta a atenção de todos os amantes de desporto. Durante um período da sua história, o ténis era considerado um desporto da aristocracia, das elites. 

Antes, no século XIII, em França, tornou-se tão popular que o Papa e Luís IV tentaram bani-lo. Haveria cerca de 2 mil courts em França nessa altura depois de a nobreza francesa ter “levado” a ideia dos monges.

O Ténis chegou rapidamente a Inglaterra e tanto Henry VII e Henry VIII se tornaram ávidos jogadores, motivando a construção de mais courts interiores.

Lentamente a evolução chegaria às raquetes, no Séc. XVI, com armação de madeira, corda de tripa de ovelha e as bolas com núcleo de cortiça. Se acompanha o Ténis saberá o salto monstruoso que o mesmo deu até hoje. Charles Goodyear inventou, em 1850, a borracha vulcanizada e o desporto desenvolveu-se para o que hoje chamamos de Ténis em Relva, ao ar livre, com a bola de borracha a permitir novas nuances. No séc. XIX foram introduzidas novas leis tanto no estilo como na velocidade do jogo em adaptação à relva o que ajudou à profissionalização do Ténis.

Fast Forward para os anos 90, a era da diversidade, com relva rápida, courts duros de velocidade média e terra batida lenta, o que proporcionou um vasto leque de estilos de jogo entre a elite de jogadores (as).

No US Open foi estabelecido um piso de superfície dura que permitia velocidades médias/altas dizendo-se mesmo que apenas os (as) melhores dos (as) melhores conseguiam vencer o torneio. Nos anos 90 eram tenistas agressivos no ataque que dominavam tanto o US Open como a relva de Wimbledon, enquanto os baseliners conseguiam ser bem sucedidos nos Opens de França e Austrália. 

Pete Sampras e Becker, ambos bons a jogar na linha, foram os únicos atacantes a vencer na Austrália. Nas mulheres, o Ténis seguiu o padrão criado nos anos 80,em que um punhado de jogadoras dominavam o circuito mundial com Monica Seles e Steffi Graf a serem inicialmente dominantes nos anos 90 antes de Martina Hingis surgir imponente na segunda metade da década.

Um novo tipo de poder surgiu através de Venus Williams, Serena Williams e Lindsay Davenport. Desafiaram a hegemonia de Hingis e definiram como o Ténis seria jogado no início deste século: características atléticas muito mais variadas e abrangentes e a força cada vez mais importante. 

Uma das chaves para o desenvolvimento do Ténis desde os anos 90 foi a evolução da tecnologia nas raquetes. No virar do século já a maioria dos (as) profissionais jogavam com raquetes bem mais leves, com cordas mais flexíveis fixadas em tensão mais baixa. Uma curiosidade prende-se com Pete Sampras, o “teimoso”, porque usava uma raquete pesada, de cordas de tripa natural e de fixação apertada, bem como uma armação com fita de chumbo. Sampras tinha um modelo de raquete favorito que foi descontinuado pelo produtor em 1988 mas tinha um grande leque destas guardado. 

Os tenistas atacantes pareciam em vias de extinção em 2002. A variedade e evolução das raquetes permitiu que cada tenista expandisse os seus horizontes e criasse diferentes tipos de estilos. 2003 foi ano em que Roger Federer irrompeu pelo cenário mundial e no ano seguinte  iniciou uma incrível sequência de grandes vitórias.  Rafael Nadal “chegou” em 2005 e venceu o Open de França o que serviu de anúncio ao que assistiríamos a seguir: um período de domínio alternado entre os dois melhores jogadores da década. 

Nadal preparou-se para melhorar em todas as superfícies e foi esse o motivo de, derradeiramente, levar a melhor sobre Federer. Nos homens o jogo é, hoje, menos diversificado e o jogo de rede é agora, mais que tudo, uma jogada surpresa para apanhar o adversário desprevenido. Neste contexto é de realçar Murray e Tsonga que nos anos 90 talvez pudessem ter-se tornado jogadores atacantes. 

Como todos os desportos, o Ténis também foi influenciado pela emergência da ciência desportiva e os(as) tenistas são hoje melhor preparados(as) fisicamente, em robustez, força e resistência, como nunca. Hoje podemos ver tenistas na elite mesmo que já bem acima dos 30 anos.

Tempos Modernos: ser mais está à distância de um clique

Hoje, com tenistas de elite, viajam grupos de técnicos, treinadores de força e resistência, nutricionista e até psicólogos.

Se acha que isto é demasiado, pense em todo o poder atlético e nível de concentração que centenas de milhões de pessoas veem vorazmente em jogos das competições mundiais mais importantes, como o US Open. 

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No US Open fecha-se um ciclo memorável

Comecemos pelo lado feminino do US Open. Há favoritas à vitória, a nº1 mundial, Iga Swiatek e Emma Raducanu que defende o título. No entanto, e apesar de Swiatek ter dominado grande parte do ano, a tenista não parece ser clara favorita. Entra em cena Madison Keys que costuma mostrar o melhor de si em Grand Slams, especialmente em pisos duros. Além disso terá o público do seu lado. Veremos até onde a norte americana conseguirá chegar.

Caroline Garcia é outro dos destaques, especialmente se o jogo for rápido. Em 2017, tornou-se a única jogadora a vencer Wuhan e Pequim no mesmo ano e depois transportou essa boa forma até às suas primeiras finais WTA, qualificando-se nos grupos e chegando à meia-final, sem quebra de forma. Quando em forma pode vencer a qualquer uma. 

Nesta época, Ashleigh Barty venceu o Open da Austrália. Iga Swiatek, em registo de 37 vitórias consecutivas, consegue ainda vencer Roland Garros, naquela que é a saga de vitórias mais longa deste século. Elena Rybakinavenceu Wimbledon, Simona Halep, venceu Toronto e Caroline Garcia torna-se a primeira tenista com acesso através das qualificatórias a vencer um WTA 1000 em Cincinnati.

Há ainda Naomi Osaka e Emma Raducanu, Veronika Kudermetova e a jovem Zheng Qinwen e… Serena Williams!

Williams tem um currículo impossível de resumir aqui. Uma lenda do Ténis. Este será o seu último evento, uma celebração digna num palco perfeito, em casa. 

Também foi ali que, em 2004, defrontando Jennifer Capriati nos quartos de final, a tenista seria protagonista de um dos momentos mais memoráveis do torneio com a árbitra portuguesa Mariana Alves. Williams disse mesmo que havia sido “roubada” pela juíza portuguesa. Capriati, antiga vencedora do torneio por duas vezes, beneficiou da “colaboração” de Mariana Alves, que fez um “over-rule” da decisão do juiz-de-linha numa bola considerada “boa” por parte de Serena Williams, quando o resultado estava em 0-0 no início do terceiro “set”. Foi um encontro de alta tensão que Capriati venceu por 2-6, 6-4 e 6-4, e após a partida o juíz árbitro, Brian Earley viria mesmo a terreiro pedir desculpas a Williams e anunciou que a árbitra portuguesa não estaria à frente de mais nenhuma partida do torneio.

A tenista cruzou-se novamente com um árbtro português em 2019 e a polémica estalou novamente, mas neste caso com um final diferente. No frente a frente com Naomi Osaka, na final do US Open, Carlos Ramos repreendeu Williams por esta estar a receber instruções do seu treinador, algo proibido. A discussão subiu de tom e o árbitro português penalizou a tenista com um jogo. A verdade é que no final do jogo o próprio treinador de Serena admitiu que deu indicações para o court (há imagens desse momento), algo que é proibido pelas regras, embora admitisse que ela não tenha visto.

Polémica à parte, aos 40 anos (celebra 41 no dia 26 de setembro) compensa a mais que natural menor frescura e robustez físicas com o foco e determinação que a fez vencer tantas vezes. Um último aplauso com o fogo e paixão que sempre ofereceu à modalidade.

Nos homens falta Djokovic, regressa Nadal

O grande trio (Big Three) estará desfeito em Nova Iorque. “Apenas” Nadal estará presente, a regressar mesmo a tempo de uma lesão. Novak Djokovic continua impedido de entrar em solo americano, tudo porque não está vacinado contra o Covid19.Depois da polémica na Austrália agora algo mais “natural”. Já Roger Federer não compete há cerca de um ano devido a várias lesões. 

Mas apesar de Rafael Nadal chamar a si as atenções, a verdade é que os últimos dois vencedores do US Open foram nomes fora dos Big Three. Daniil Medvedev venceu em 2021e Dominic Thiem em 2020. A expectativa é a maior possível.  

Nadal venceu os dois primeiros Majors deste ano, o australiano e o francês, mas não é favorito. Esse chama-se Medvedev, atual nº 1 mundial, excêntrico e letal. 

Nas previsões de especialistas os outros tenistas a ter em atenção são Carlos Alcaraz, Nick Kyrgios, Stefanos Tsitsipas, Jannik Sinner, Taylor Fritz, Felix Auger-Aliassime, Matteo Berrettini e Borna Coric.

Serão estes a desafiar a história que conta como tenistas maiores Pete Sampras (o mais novo e mais velho vencedor da prova), Roger Federer (cinco vitórias consecutivas), Jimmy Connors, Ivan Lendl, John McEnroe, Andre Agassi ou Stefan Edberg. Pode entreter-se com as estatísticas de cada um destes jogadores aqui

A 9ª vez do melhor tenista português e Nuno Borges em estreia

A história do Ténis Português tem um dos seus pontos altos precisamente no US Open. Em 2018, João Sousa, então com 29 anos e nº 1 nacional, conseguiu a proeza de avançar até aos oitavos de final da prova. O adversário? Nada mais nada menos que um dos melhores tenistas de sempre, Novak Djokovic. 

Sousa seria derrotado pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-3 num duelo que durou duas horas. O português arrecadou, então, 240 mil dólares. 

Agora, João Sousa ainda nº1 de Portugal (59º ATP), defrontará Mackenzie McDonald (77º ATP) na primeira ronda do US Open. O vimaranense vai competir na elite da prova pela 9ª vez. 

Já Nuno Borges estreia-se no torneio após uma vitória épica na última eliminatória de qualificação para o torneio. Borges, de 25 anos (105º ATP), entra no quadro principal após derrotar Francesco Maestrelli (202.º) por 3-6, 7-6 (7/4) e 7-6 (10/8), ao fim de três horas de jogo, partida que esteve interrompida na sexta-feira (dia 26 agosto) devido à chuva. Desde a entrada no court até final da partida passaram 7 horas.

Nuno Borges defrontará no primeiro dia do torneio o norte-americano Ben Shelton (171º), de 19 anos, tenista que é filho de Bryan Shelton (55º em 1992).

Em jogo está, acima de tudo o prestígio, a hipótese de ficar na história mundial mas, também, um Prize Money recorde de 60 Milhões de dólares… 

O US Open é sinónimo de fixação. Fixação à TV, escreva-se. Aproveite para tirar dicas para o seu estilo de jogo e maximize a sua performance na nossa loja online

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