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PORTUGAL NO CAMPEONATO EUROPEU DE ANDEBOL

Falámos com o nosso especialista da ShireSports em Andebol, João Gustavo Pinto que nos resumiu e nos deixou uma análise da prestação da nossa equipa, nos três jogos disputados.

Portugal encerrou a sua participação no Campeonato da Europa 2022, que se disputa até 30 de Janeiro em Budapeste, com um sabor agridoce.

Falámos com o nosso especialista da ShireSports em Andebol, João Gustavo Pinto que nos resumiu e nos deixou uma análise da prestação da nossa equipa, nos três jogos disputados.

Nas suas palavras, habituados que estávamos aos fantásticos resultados conseguidos nas últimas competições, todos esperávamos que se continuasse na senda do sucesso e crescimento do nosso Andebol por parte dos nossos Heróis do Mar, pelas mãos do timoneiro Paulo Pereira.

No entanto, não nos podemos esquecer que no Desporto de Alta competição, a competitividade é voraz e todas as equipas estão em constante busca do aperfeiçoamento das suas performances e por vezes pequenos pormenores e fatores podem condicionar essas mesmas prestações.

Não podemos pois colocar em causa todo o processo, sabendo que para se atingir determinado fim muitas vezes temos de retificar o plano de desenvolvimento e adaptá-lo às circunstâncias.

Em jeito de análise, João Gustavo Pinto concorda que não podemos estar satisfeitos com o que atingimos, mal seria se nos contentássemos com tal, mas temos também de ter sentido critico construtivo analisando todo o percurso deste bravo grupo.

A ausência de jogadores chave por lesão, a limitada preparação da fase final, pelas contingências apresentadas pela pandemia, nomeadamente em jogos de preparação para esta fase, as ainda débeis condições de trabalho – comparativamente com as seleções com que nos queremos equiparar – e o campeonato ainda pouco profissional que temos no nosso país, onde a competitividade se resume a 3 ou 4 equipas, condicionaram, de facto, a nossa prestação.

Enquanto a estrutura não crescer não se poderá exigir consistência e teremos de muitas vezes contentar-nos com feitos alcançados apenas pela bravura e qualidade intrínseca dos nossos atletas e do trabalho realizado pontualmente em cada clube.

Avaliando então o primeiro jogo – aquele que João Gustavo Pinto considera possivelmente o nosso pior jogo – onde entrámos receosos e onde a agressividade defensiva dos Islandeses (por vezes levada acima dos limites) acabaram por cavar um desnível no resultado, embora estivéssemos sempre em jogo, dificilmente nos conseguíamos superiorizar.

A falta de soluções na primeira linha fez-se sentir e um nível de eficácia na concretização aos seis metros por parte do posto específico de Pivot abaixo do nosso normal, acabaram por ser fatais no desfecho do jogo.

No segundo jogo em que defrontámos a anfitriã Hungria, aí sim apresentámo-nos com a identidade a que estamos habituados e com nervos de aço entrámos no jogo, de olhos nos olhos com a Hungria.

Num pavilhão completamente cheio e com a capacidade para 20 000 espectadores o ambiente esteve fantástico.

Gustavo Capdeville protagonizou a par de Miguel Martins o arranque arrojado e endiabrado da nossa seleção atingindo a vantagem de 2 golos aos dez minutos de jogo.

Certo que com as mesmas ausências, mas onde jogadores que no primeiro jogo estiveram mais apagados, neste apareceram a dar o seu contributo e o coletivo subiu de rendimento.

Voltámos a estar um tanto ou quanto perdulários em momentos decisivos, onde algumas falhas técnicas e remates aos seis metros falhados, a par de algum protecionismo por parte da equipa de arbitragem à equipa da casa ditaram o desaire final pela margem mínima, com o golo Húngaro a ser apontado nos derradeiros segundos, debaixo de um ambiente infernal.

Avançámos assim para o terceiro e decisivo jogo contra os Países Baixos, equipa sensação até ao momento, que havia ganho à Hungria no arranque do grupo e perdido apenas por um golo contra a Islândia.

Jogo de nervos onde dependíamos de nós próprios para passar à fase seguinte, se conseguíssemos vencer por dois golos.

Não era tarefa fácil, embora o histórico das duas seleções apontasse para algum favoritismo da nossa Seleção.

A seleção dos países baixos reflete aquilo que João Gustavo Pinto considera preponderante para a nossa evolução: a grande maioria dos jogadores Holandeses jogam nos campeonatos mais competitivos da Europa, nomeadamente o Alemão e o Francês e os restantes em equipas habituadas a marcar presença nas principais provas Europeias.

Iniciámos o jogo a explorar a relação com a segunda linha, onde Vitor Iturriza assumiu as contas, quanto à finalização dos primeiros ataques.

Os Holandeses responderam após um inicio um tanto ou quanto atabalhoado, com algumas falhas técnicas e com um elevado ritmo de jogo, em que durante toda a partida conseguiram responder aos nossos golos com ataques e reposições rápidas, apanhando-nos muitas vezes em contra-pé ou recuperação defensiva.

A par de uma grande exibição do seu GR conseguiram ganhar a dianteira do marcador e com algumas decisões questionáveis por parte da dupla de arbitragem, nomeadamente a exclusão nos minutos finais do encontro a Gilberto Duarte, quando estávamos empatados no marcador acabou por condicionar a possibilidade de lutarmos pelo resultado tão desejado que nos permitiria continuar em prova.

João Gustavo Pinto destaca nestas prestações, a cada vez mais notória afirmação por parte de Gustavo Capdeville na nossa baliza, a mestria de Rui Silva na nossa organização ofensiva e o aparecimento de Leonel Fernandes, com indicadores de se poder tornar uma referência do nosso andebol, no seu posto específico.

Os números são cruéis e o que conta é que tivemos uma prestação com 3 derrotas em 3 jogos, o que não deixa ninguém satisfeito naturalmente e de onde apenas podemos tirar ilações que nos levem a trabalhar mais e melhor, para que a fasquia continue a subir e possamos bater-nos sempre à mesma altura com as maiores potências mundiais do Andebol.

O nosso especialista da ShireSports em Andebol termina, lembrando que é hora de refletir sobre o que é necessário retificar, para que continuemos no caminho evolutivo do sucesso.

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