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Liga BPI 22/23: “A mais competitiva de sempre mas com um longo caminho pela frente”

As palavras são de Raquel Sampaio, figura transversal no futebol português, não só no feminino, e que nos ajuda a antever a nova edição da prova mais importante de futebol feminino em Portugal. Há cada vez mais portas abertas para jovens futebolistas porque há mais aposta em equipas femininas mas o caminho é ainda ardiloso e cheio de labirintos. No entanto, as opiniões parecem ser unânimes num aspeto: a qualidade e o espetáculo estão mais que garantidos. A Liga BPI arranca dia 10 e coroa o clube campeão no dia 21 de maio de 2023.

Parece que foi ontem e não andamos longe. Enquanto os rapazes jogavam à bola, em qualquer rua, campo pelado, ringue de cimento ou terreno minimamente nivelado com quatro pedras a fazer de baliza, havia regularmente raparigas que observavam de fora como se de meras espetadoras se tratassem. Talvez não fosse assim. Muito provavelmente não era assim. 

A tradição, que consegue ser tão bonita quanto cruel, empurrou muitas raparigas e mulheres para longe dos seus prazeres, dos seus hobbies. Nas aldeias era comum ver raparigas, poucas, no meio de rapazes a jogar à bola. Nas aulas de educação física já não tanto incomum. Pudera. 

Mas o futebol sempre teve nome masculino, mesmo que apenas figurativamente. O contexto está a mudar. Há futebol feminino na televisão, para toda a gente ver, e ver em qualidade. Há estádios a encher. Há fervor, há envolvência dos grandes clubes e as marcas e empresas começam a descobrir um novo mercado que não só transmite bons valores como vai ao encontro do percurso que se quer trilhar rumo à igualdade de género. 

As Pioneiras

No dia 26 de agosto, cerca de 8500 pessoas tiveram o privilégio de assistir ao embate entre Benfica e Sporting para a Supertaça no Estádio Dr. Magalhães Pessoa em Leiria. O Benfica acabaria por vencer por 4-1 já no prolongamento após um empate a uma bola no tempo regulamentar. Um espetáculo visto por milhares pela televisão e que confirmou o que já todos sabemos. O futebol feminino está bem e recomenda-se.

Mas para chegar até aqui teve passar por fases menos fulgurantes. Raquel Sampaio, 32 anos, antiga jogadora do Estoril Praia entre 2011 e 2015 é testemunha desses tempos. “Nessa altura pagávamos para jogar, basicamente, pagávamos a gasolina, levávamos para casa os equipamentos para lavar; eramos nós que mantínhamos as equipas”. Enquanto foi jogadora do Estoril Praia, Raquel ainda acumulou as funções de jogadora com as da direção de comunicação e marketing.  

Foi o amor ao futebol que fez com que ela e as suas colegas se mantivessem em competição, sem condições comparáveis ao que hoje se encontra em qualquer equipa da liga. Teve azar com as lesões que a afastaram dos relvados mas que lhe revelaram o caminho que agora segue. “Tive duas roturas de ligamentos e, finalmente, uma fratura na clavícula. Foi quando decidi que era tempo de parar”. 

Aí já estava de olhos postos noutras latitudes do futebol, fruto das funções que acumulava no Estoril Praia, ela que tem um mestrado em Marketing e Gestão Desportiva. Em 2016 surge a possibilidade de ingressar no Sporting Clube de Portugal como Diretora Desportiva. “Quando surgiu a hipótese Sporting e me apercebi que iam apostar forte apresentei o meu projeto, que foi aceite”. Nos dois anos seguintes, o clube ganhou tudo o que havia para ganhar. 

No Sporting, exigiu que as futebolistas “treinassem nas mesmas instalações que os futebolistas do clube, com acesso a todas as condições que um clube grande pode proporcionar no seu espaço aos seus atletas”, para que a equipa pudesse dar o “salto” mental e físico mas também para mudar mentalidades dentro do próprio clube. Resultou. 

Saiu em 2019 com o sentimento de dever cumprido mas “com a sensação de que poderia ter feito ainda algo mais”. Raquel, uma das pioneiras do futebol feminino em Portugal, é hoje fundadora da TeamMate Football Management e Intermediária Registada na Federação Portuguesa de Futebol. “ A empresa é um complemento para os clubes e para atletas que queiram apoio nas suas carreiras”. 

Treinar para lá chegar

Hoje em dia os clubes já possuem material de treino básico para dar aquele passo em frente que há dez anos, por exemplo, não era possível. Mas a paixão pelo desporto é imensa e o treino não satisfaz toda a gente. Que o digam os pais e mães das raparigas e rapazes que pedem insistentemente para ir ao parque, ao campo de futebol, ao pedaço de relva no meio dos prédios ao fim do dia ou ao fim de semana. A bola é uma obsessão boa. 

E se lhe disséssemos que pode tornar essa insistência em algo “produtivo” e que pode aumentar os níveis de concentração, disciplina e entrega dos seus filhos e filhas? Não sabe mais o que fazer? Vá ao site da Acrilsports e facilmente conseguirá criar aquele brilho nos olhos de quem mais ama. Depois é só levar as crianças para o parque e observar

Cones de agilidadeBarreiras de AgilidadeEscadasPostes de TreinoBalizas de Futebol Pop UpRede de RessaltosRede de Suspensão de Bola, as escolhas são variadas. Se quiser aventurar-se nas artes da tática pode adquirir um quadro tático, até para estudar a sua equipa preferida e os adversários. 

As equipas amadoras, e são muitas as que se organizam e treinam semanalmente por esse país fora, têm na Acrislports todo o material necessário e a custos acessíveis. 

Não é uma regra exclusiva do futebol feminino, é de todo o desporto. É preciso treinar para chegar mais longe. Com as ferramentas certas, o talento e a disposição física e mental ficam mais potenciadas.

“Nova Liga será a mais competitiva de sempre”

O modelo competitivo da nova Liga BPI mudou novamente. O campeonato apresenta-se com 12 equipas, menos quatro que na época passada. e vai existir apenas uma fase. O vencedor da Liga BPI será conhecido ao fim de duas voltas, tal como o clube que vai descer de divisão. A fase de apuramento do campeão e a fase de manutenção deixam de existir.

Raquel Sampaio antevê a liga “mais competitiva de sempre” destacando “Benfica, Sporting e Braga” como as equipas mais fortes. “Há novos projetos interessantes, como o Torreense, mas os candidatos são o Benfica, Sporting e Braga, sendo que o Famalicão é também forte”. 

A ex-futebolista aprova o novo modelo competitivo, “torna esta edição a mais atrativa, mas na minha opinião podiam ser apenas 10 equipas em vez de 12”. Sobre a aposta que os clubes começam a realizar nas equipas femininas, Raquel vê claros indícios de desenvolvimento, dando o exemplo do Benfica “vê-se que está a apostar num outro patamar, quer alcançar coisas na Europa e isso vê-se nos orçamentos”.

Por outro lado, lamenta que projetos de referência como o 1.º de Dezembro ou o Boavista já não existam, porque tinham boas bases e potencial para serem bem sucedidos. 

Para incentivar a aposta no futebol feminino, a UEFA vai incluir no licenciamento para as competições europeias da época 2023/24 o incentivo desta vertente, sendo o seu incumprimento punível com multas. 

“A lei que obriga a que os clubes estejam de algum modo ligados ao futebol feminino está cheia de “asteriscos”. Ando a acompanhar há algum tempo. Pode passar por apoiar uma equipa local ou organizar um torneio de futebol feminino, vamos ver no que vai dar”, analisa Raquel Sampaio. 

Seja como for, o futebol espetáculo está garantido e também está garantido um futebol com mais fair play e mais tempo de jogo útil que os colegas da Liga Bwin. A qualidade do futebol feminino português sobe a olhos vistos e as assistências batem recordes anualmente. 

Pode ver os jogos da Liga BPI aqui. Nesta liga estarão em competição atletas representadas pela Shire Sports Management, uma empresa dedicada aos e às atletas e seu crescimento em todas as vertentes. 

Albergaria, Amora, Damaiense, Famalicão, Marítimo, Ouriense, Benfica, Sporting, Braga, Torreense, Valadares e Vilaverdense começam a lutar pelos seus objetivos. Não perca nem um minuto. Raquel Sampaio sabe do que fala e não é demais repetir as suas palavras: “Será a liga mais competitiva de sempre… mas há ainda um longo caminho a percorrer”. Caminhemo-lo.

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